Astrologia Ocidental (Tropical) Versus Astrologia Ocidental (Sideral, Hindu, Védica)

Há grande controvérsia e debates no mundo astrológico principalmente acerca dos metido a mais utilizados: o Sideral, da Astrologia hindu chamada de Jyotish e a astrologia tanto moderna quanto tradicional. A diferença metodológica entre o Ocidente e o Oriente é tão gritante que causa controvérsias e separação entre astrólogos.

O sistema ocidental faz um tipo de sazonalogia ao amarrar signos com estações do ano. Por isso suas efemérides são necessariamente fixas e voltadas aos equinócios e solstícios. Outro detalhe é que tal método tem como astro principal o Sol como indicador da vida, o Sol como representação do ego. Então em sua técnica há um foco na relação entre a Terra e este astro.

No primeiro dia da primavera o Sol (tropicalisticamente falando) se encontra em Áries, chamado ponto vernal. Essa técnica ignora totalmente a precessão dos equinócios, que é um fenômeno astronômico comprovado e evidente.

A astrologia védica tem uma abordagem bem diferente. É toda uma filosofia, rica em detalhes, fica não só na relação do homem consigo mesmo e seu ego, mas com todo o universo ao seu redor. O ser humano nesse caso é parte integrante do universo e não o centro do mesmo. Tem como base a Terra, o Sol e as estrelas fixas. Contrariamente ao método ocidental, este leva em consideração a precessão das estrelas, o posicionamento real dos astros, trânsitos astronomicamente em tempo real, é o céu como realmente se apresenta.

As efemérides usadas na astrologia sideral são chamadas de ayanamsha, e o mais comum sistema de cálculo entre os astrologia védicos é o Lahiri, tendo por base a estrela fica Spica, cujo posicionamento se altera todos os anos. Segundo a precessão das estrelas (ou precessão dos equinócios os signos e planetas voltam um grau inteiro a cada 72 anos.

Além disso a astrologia védica utiliza diversos mapas diferentes que se correlacionam para fazer o “DNA” astral do consulente. Há mapas divisionais, mapas focados mais nos signos e outros mais nas casas astrológicas, etc. Há toda uma complexidade que quase impossibilita um ocidental de fazer cálculo semelhante porque teria que ter uma forte base metafísica, matemática, astronômica é por aí vai.

Mais um detalhe relevante é a importância que a astrologia védica dá a cada planeta, especialmente a Lua. Nesse caso a Lua é mais importante pois esta é indicador das relações, das interações e não do ego. Os planetas são vistos como sagrados e há em sânscrito mantras específicos para cada um deles. E entre eles há dois “planetas fantasmas” que na verdade equivalem aos nodos lunares (eclipses) que são conhecidos como Rahu (nodo norte da Lua) e Ketu (modo sul da Lua). Estes seriam os determinantes do apego e desapego que são parte do processo da evolução espiritual do indivíduo.

Há muito mais detalhes que serão mostrados mais a frente. Tal complexidade e detalhismo realmente assusta astrólogos ocidentais, acostumados com cálculos simples e fixos e previsões como descrições de personalidade bem mais voltados ao entretenimento do que ao crescimento e conhecimento. Porém ambas as técnicas são válidas dependendo do que quer cada nicho.

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As origens da Astrologia

As primeiras cartas estelares que se tem notícia datam de aproximadamente 4.200 a.C.. Eram astronômicas, porém nessa época provavelmente não havia diferença entre astronomia e astrologia.

De acordo com historiadores a astrologia surgiu na Suméria por volta de quatro milênios antes de Cristo. Por esta razão, durante muitos séculos, na Europa, os astrologia foram chamados de caldeus. Há referências, entre as mais antigas, a encontrada em Nínive, na Babilônia, na biblioteca de Assubanípal. Porém, a observação do céu à procura de presságios pode ser bem mais antiga, na região entre o Tigre e o Eufrates.

Há discussões mais recentes falando na possibilidade de ser outra a origem da Astrologia: a civilização do Vale do Indo (Harapa).

As duas civilizações teriam em comum enfatizar o papel das estrelas, é o movimento do Sol e da Lua. Em Harapa teria se originado o termo Nakshatra ou mansão lunar, que mais tarde faria origem ao zodíaco. Em ambas as regiões o Sol causticante não é doador da vida como se conceituava na Europa por questões climáticas. Nesse contexto regional a Lua é vista como doadora da vida. Portanto os nakshatras mediam a passagem pela lua no céu, uma para cada dia do mês lunar.

A astrologia aparece de alguma forma em todas as culturas, pois é ancestral a ideia de olhar para o céu para tentar entender o universo, a divindade e explicar o que parece inexplicável!

Fontes e Referências:

Ana Maria Costa Ribeiro: Conhecimento de Astrologia, Editora Hipocampo.

Derek e Julia Parker: O grande livro da Astrologia, Círculo de Livro.